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Tá bom, eu explico: é que um dia eu percebi que eu já não era mais o que vinha sendo - coisa que por aí acontece mais do que se imagina - e então eram precisas novas definições, novas diretrizes, novos despautérios. Pois bem, falemos abertamente...
Max Demian
SP - Brasil
26 anos


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Março 2008

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Domingo, Março 30, 2008
Vida leva eu
Hoje estava assistindo um episódio do QUEER AS FOLK onde o Emmet entrou para um grupo de pseudo ex-homossexuais. Pseudo sim, afinal podem até negar, mas ninguém consegue contrariar sua essência sexual. Fato. E essa história de "virei" evangélico e encontrei Jesus é balela. Que me perdoem os que se incluem nessa lista, mas não acredito mesmo, de forma alguma... Eu acho que todo gay já deve ter tido seu momento de negação, alguns até pela vida inteira, afinal ser gay, mesmo nos dias de hoje, não é nada fácil. Ambientes de promiscuidade, sexualidade exacerbada, preconceito, relações superficiais, falta de conteúdo, etc. perduram na lista de tópicos que fazem qualquer um querer em algum momento "ser normal" (como se não fôssemos). Eu mesmo já tive diversas vezes e tenho até amigas próximas que chegaram a dizer ter "encontrado a luz". No final, e infelizmente, a mais próxima delas teve é praticamente seus bens confiscados por uma dessas "organizações" da forma mais humilhante, tendo mesmo é que recomeçar a vida do zero. Não sei ao certo porque isso, em especial, me chamou tanto a atenção para virar aqui falar a respeito. Talvez mesmo por esse momento novo de descobertas onde, depois de ter aberto mão de diversas coisas (como a vida de balada e azaração), eu volte novamente ao ponto zero para descobrir novamente a individualidade. Começar uma rotina nova descartando aquilo que não valia a pena e resgatando aquilo que deixei pra trás. É bom! E hoje, como já disse, acontece simbolicamente aquele final de ciclo que disse aí embaixo. E quer saber? Chega de chororô, chega de muro de lamentações, pronto! Já deu o que tinha que dar, né? Hoje depois de mais uma "crisesinha" interna num momento "cinco minutos" eu matei o que tava me matando. Tomei um bom banho de sal grosso, recompus minha cara, botei uma roupinha transada e dei a cara a bater. Várias novas lições de casa, entre elas sair simplesmente pra me divertir, dar um tempo da caça, não esperar nada das pessoas, me cobrar menos (bem menos) e me amar mais (bem mais), cospir pra fora a ansiedade e apertar mais a tecla phoda-se! E quer saber? Eu tenho 26 anos, sou simples-porém-honesto, não devo nada a ninguém e quero ser feliz!!!
Publicado por Demian em 2:09 AM
::sua vez::
Quarta-feira, Março 26, 2008
Fim de ciclo
Eu sei que parece beeeem piegas essa coisa toda, mas preciso falar desse final de ciclo. Talvez até para expurgar algo que tenha ficado pra trás, como um balanço geral da situação para ser ticado e excluído. Deletado. E ponto final. Coisa de Bridget Johnes, of course, no começo do filme. E como tenho pra mim que esse filme está apenas começando: lá vai. E quando digo fim de ciclo não é algo provocado, que fique claro, é mais como uma constatação. Uma reunião de acontecimentos que foi caminhando e coincidentemente culminando nesse momento até e eu intitular: "final de ciclo". Acho digno. E esse final acontece exatamente agora, mais pontualmente neste final de semana. Claro que sempre existem variações em tudo para mais e para menos, e aqui não haveria de ser diferente. Uns processos terminam agora, outros já terminaram e outros terminarão depois. Mas para todos os efeitos de cálculo, a mediana está bem ali, bem patéticamente alinhada com um dos mais patéticos acontecimentos, e chega a ser terrivelmente patético confessar isso. Verdade. Mas é que também preciso perder o medo de ser patético e entender que não dói assumir umas besteirinhas aqui ou ali. E que também não deixo de ser "The Perfect Men" por assumí-las. Não. Pelo contrário. Acho até um charme algumas imperfeições. Aquela cara de bobo, de "do que vcs estão falando?", enfim. Bom, mas vcs hão de convir que tenho razão em assumir exotéricamente algo tão óbvio quanto esse fim de ciclo. Vejam bem. Tudo começou com o assunto mais grave. O fim do namoro. Um ano e dois meses, triste e tudo e tal. E bla bla bla... Passou, e agora o desafio é reaprender a ser sozinho, solteiro e feliz. Ponto. Depois teve o lance da renovação do contrato de aluguel que também foi uma apurrinhação. Aumento do valor, encheção de saco do administrador, aquele papo sacana e ridículo de minha casa ser uma república. Pau no cu. Contrato assinado! Outro ponto. Daí vem a mudança de escritório. A mais dolorosa talvez, principalmente por estar em processo. Malocados numa salinha minúscula, coisas empilhadas, processos pendentes e desorganização. Só quem conhece meu metodismo pode supor tamanho o sofrimento de muá. Ponto. Puxa, e teve todo o enlouquecimento dos clientes. Cobranças. Dúvidas. Comprovações. Todos resolveram criar conflitos duma vez só. Mas aaaaaacho que a coisa tá melhorando, e tem cliente nova. E chique. Ui! Ponto! Também tem a questão financeira. Ai! Essa dói de verdade. Não fosse a sorte e o destino - empurrãozinho de meu Pai lá de cima - a coisa ia ficar mais preta do que nunca. Mas tudo bem, estou confiante... e é só mais um mês para passar o pior e as coisas voltarem às rédeas. OREMOS! Ponto. Ponto. O final do Big Brother não pode faltar, é claro. Assim como o fim de "Queridos Amigos". Ou em termos gerais: menos vícios e mais tempo para ocupar comigo mesmo. Ponto de novo. Ah, falando em vícios, tem o lance do cigarro. Ufa! Parei de fumar! Quer dizer, fumei uns e outros nesses dias de separação, de caos, de tensão. Mas depois de quase dois meses sem já sei que posso. Reset. Ponto. Também terminei a biografia de Maria Callas (da Mulher ao Mito) que foi bem phoda! Muito phoda! Dezenas de identificações, insights, lamentações. Daqueles livros mesmo que tem a hora e o momento certo de chegar às nossas mãos. Ainda falo mais sobre ele. Juro. Ponto. E teve também o Despautério, é claro, não posso deixar de dizer, recomeço, expectativa, escrever de novo, ser mais pessoal, poucos comentários, 40 acessos diários na primeira semana, tecla foda-se. Super ponto! E para coroar esse momento fim de ciclo, decidi raspar o cabelo. Quer dizer, ainda estou tomando a coragem. Mas eu sou assim, meio impulsivo, e acho que vai fazer bem, e vai ser bom, e vai ser legal também. Ai ai... frio na barriga. Ai ai.. ansiedade... ai ai... Ponto final!
Publicado por Demian em 11:50 PM
::sua vez::
Segunda-feira, Março 24, 2008
(IN)Discrições
Domingo, 17hs, buteco na Paulista
Amigo: Eu sou mais aquele que está no caixa. Super pegável.
Demian: Na-não, sou mais o da bermuda branca... olha que bundinha?
Vovó da mesa ao lado: Gostou da bundinha do de bermuda branca, né?
Demian: Rá! (afunda na mesa. Amigo idem)
Outra vovó da mesa ao lado: Eu também sou mais ele. Estou aqui um tempão tentando saber que língua estão falando.
Vovó da mesa ao lado: Não é inglês, nem francês, nem alemão... devem ser daqueles países lá de cima...
Outra vovó da mesa ao lado: Também acho. Bom, seja como for, abençoado seja esse país, não?
Demian: A-hã.
Publicado por Demian em 6:09 PM
::sua vez::
Domingo, Março 23, 2008
Just relax
Publicado por Demian em 1:51 AM
::sua vez::
Sábado, Março 22, 2008
Síndrome do pânico
É difícil começar de novo. Bem difícil. Mais do que imaginava. Não, não estou mal pelo casamento que deixou de ser, pela relação que se esgotou. Na na não. Isso já tava resolvido - e levou um tempo, claro, antes da decisão. Talvez um pouquinho mal sim, vai... É claro, sou humano, sofro. E o sofrimento faz parte da racionalidade. Ponto. E além do que é preciso saber sofrer com dignidade. Outro ponto. Mas é que de certa forma o Jota sempre representou pra mim uma fuga do mundo lá fora. Aquele mundo cruel de comparações e superficialidades. De noites iguais e de tentativas frustradas. Pelo contrário, era talvez um alívio sentir a casa movimentada aos sábados e perceber que não era o único (que horror!) a não sair. Que não era preciso dar atenção aos amigos falsos, aos amigos de balada, aos amigos quero-ferver, à todos os pseudo-amigos que só são amigos enquanto você está lá bombando, picando cartão, fervendo junto. Não. Definitivamente respirei aliviado quando descobri que existe vida após-balada. Programas diurnos, passeios culturais, cozinhas diferentes. E em nenhum momento aquela imensa - e patética - cobrança do estar junto, do ter alguém, do fazer sucesso... Bom, o fato é que é difícil começar de novo, e meus nervos estão em frangalhos, uma verdadeira síndrome do pânico. Chega a ser patético confessar isso, mas é preciso. Tenho pânico das ruas, tenho medo de sair sozinho, tenho pavor de estar em baladas, e só de imaginar as possibilidades minha instabilidade vai a mil. Eu sei muito bem que é ridículo, que "você deve sair para se divertir", que "não se deve dar atenção para o que as pessoas pensam", que "tudo na vida tem sua razão de ser e acontece em seu momento exato". Mas e o que eu faço, afinal, com a minha ansiedade? Como eu posso deixar que a vida se encarregue de tudo se quando ela se encarrega de tudo quase nada acontece? Como sair se tudo lá fora me parece previsível e desinteressante? O que eu faço para começar de novo, se eu simplesmente não sei por onde? Eu sei, vai passar e tal, mas quer saber, é phoda...
Publicado por Demian em 2:33 AM
::sua vez::
Sexta-feira, Março 21, 2008
Public Enemies
Um passarinho acabou de me contar uma notícia que me deixou exultante. Quer saber? La vai... rolam boatos de filminho novo em processo para 2009. A flechada fatal: o elenco. Tem Johnny Deep, minha nova musa Marion Cottiland e Christian Bale juntos na trama. Alguma dúvida da bomba? Eu não.
Publicado por Demian em 1:58 AM
::sua vez::
Quinta-feira, Março 20, 2008
Woman Touch
Ponto 01: Sempre achei no mínimo curioso o sexo entre duas mulheres. É de uma sutileza, uma delicadeza sem igual. Mesmo que eu não tenha noção alguma sobre as formas, os toques, os lugares. O corpo feminino é de uma poesia famigerada no momento do ato. Uma vibração interior que se reflete em cada sensível projeção. E tenho por mim que nada como uma parceira para dar as flechadas certeiras. Palavra!
Ponto 02: Não, não tenho o menor interesse em transar com mulheres. E culpa simplesmente da falta do volante principal do sexo: o tesão. Quem dera fosse eu um bissexual convicto. Imagine as possibilidades, amplitudes, experiências. No mínimo admirável, eu diria. Deus sabe o que faz!
Ponto 03: E leitoras, não me venham com aquele papo de "faltou a cantada certa". Pelo contrário, foram várias e algumas até irrecusáveis. Mas não tenho o menor talento, mesmo. Diria até que meu sexo é algo talvez pré-concebido, algo que talvez viva mais no campo das idéias do que na vida real. E nessas idéias mulheres não se incluem. Infelizmente! Ou até que alguém diga o contrário, não?
Ponto 04: O porque desse papo agora? Sei lá, é que a Laila me fez querer ver até o fim (e com vontade!) uma produção que nada se assemelha com aquelas horrorosas gravações comerciais de locadora feita quase que exclusivamente para homens. Onde duas putas não fazem outra coisa a não ser gemer e se tocar - mal e histéricamente - com aquelas imensas unhas postiças. Veja aqui e diga se estou mentindo!
Publicado por Demian em 12:57 AM
::sua vez::
Quarta-feira, Março 19, 2008
Queridos amigos
Eu tava querendo começar aqui com um assunto, mas a coisa mudou. É que acabei de assistir a série "Queridos amigos" da Globo - que acaba essa semana - e desde o início, tô querendo dar os meus pitacos. A série começou meio morna (e alguns talvez tenham acreditado que continuou assim), mas depois parece que tomou corpo e o texto começou a se encaixar. Aquele velho problema de criar referências forçadas no público com diálogos como: "Ah, vc se lembra como era a Praça da República?", "Nossa, como me lembro, aquele ar imperial reunindo pessoas de várias tribos". Não gosto! Mas respeito a Maria Adelaide Amaral e sabia que ela ia encontrar um rumo. Hoje vejo a minissérie como algo talvez incompreendido para o momento (e por razões óbvias), que passou sorrateira e sem alarde. Certamente, é claro, afinal não há identificação pessoal com a nova geração que hoje dita as regras. Mas se observarmos bem - e fundo - é sutil, delicada e bastante intensa. Fala de pessoas, de amigos, de relações (E quem é que não se relaciona?). Fala de imperfeições e de protagonistas tentando encontrar o melhor caminho em suas vidas, justamente como nós. O pano de fundo: a Ditadura e suas sequelas (e elas sempre me comovem). Acho mesmo que morri na ditadura na última encarnação, tamanho é minha curiosidade pelo momento. Obviamente que é no mínimo admirável um momento que envolveu todo um país como o Brasil de forma triste e hostil. Que revelou muitas coisas tristes, mas que despertou outras muito boas. O idealismo, a paixão, por exemplo. Todos os dias lamento não ver um ideal no rosto das pessoas (e no meu também). Parece que hoje andamos numa espécie de torpor, sensíveis apenas à sobrevivência. Um tanto óbvio, já que nos dias de hoje a sobrevivência é tão pesada. Mas por outro lado, os sonhos ficam de lado, a esperança também. E o amanhã, resigna-se ao ditado: "só a Deus pertence".
Publicado por Demian em 12:31 AM
::sua vez::
Segunda-feira, Março 17, 2008
From the beggining
Tá, a coisa aconteceu exatamente assim. Um dia (quero dizer vários) a coisa começou a mudar. Geralmente é assim que funciona. Aos poucos a gente se olha no espelho e não se identifica, ou melhor, a gente percebe que as coisas estão se transformando e a "coisa" atual já não serve mesmo. Mas a gente sempre insiste ainda, bate a cabeça e finge que está tudo bem. Não está. E não estará enquanto a gente não fizer alguma coisa. E a coisa é simples. É assumir. É mudar. É simplesmente encarar os fatos e agir pelo novo que vem por aí, mesmo que dê medo, que dê tristeza ou ansiedade. E vai dar sempre, porque é assim que a gente passa a perceber que somos muito mais complexos que uma caixinha de previsões automáticas. Eu já fui tanta coisa, tanta, e hoje nem sei mais. Não sei mais o que quero ser, o que pretendo ser... só sei que não sou mais aquele mesmo que dizia aquelas coisas de ontem. É passado. Acabou. Então o jeito é partir pra outra e descobrir o que está acontecendo.
Por hora só posso dizer que tenho muita coisa pra contar e é exatamente pra isso que entra o despautério. E já afirmo que não são só asneiras, são minhas asneiras e tem todo o significado pra mim. E quer saber, meu desafio é exatamente expor isso pra mim mesmo. Porque até hoje eu expus tudo para os outros e o resultado é isso aí. Não dá mais. Por isso eu vou espondo aqui as coisas pra mim e vocês vão aí entendendo o que quiserem entender. E se quiserem meter o bedelho fiquem a vontade também. Não me importo não. Até gosto. Senão a coisa não aconteceria assim, em um blog, mas num caderninho secreto que eu deveria recusar mostrar a qualquer um.
Isso aqui é um registro de fragilidades. Dessas que a gente conta para os outros... e dessas também que a gente não conta porque tem medo. E eu tenho várias. E tenho medo. E tenho também essa coisa esquisita que é a ansiedade de não saber o que é algo que ainda virá a ser. Ou não. Sei lá. Então puxem a cadeira e sejam benvindos... Como diria o Bial: "É só expiar!!!"
Publicado por Demian em 11:08 PM
::sua vez::
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